terça-feira, 20 de abril de 2010

Teatro Dos Vampiros

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.

domingo, 18 de abril de 2010

"Quando olhamos em torno de nós, nos deparamos sem cessar com homens que, durante toda a vida comeram ovos sem notar que os mais alongados são os mais deliciosos, que não sabem que uma tempestade faz bem aos intestinos, que os perfumes são mais intensos num ar frio e claro, que nosso sentido do paladar não é o mesmo em todos os pratos apetitosos para a boca, que toda refeição em que proferimos ou escutamos belos discursos causa dano ao estômago. É inútil não ficarmos satisfeitos com esses exemplos de falta de espírito de observação: cumpre confessar realmente que as coisas mais próximas são malvistas pela maioria das pessoas e raramente analisadas. E será isso indiferente? - Consideremos, enfim, que dessa falta derivam quase todos os vícios corporais e morais dos indivíduos: não saber o que nos é prejudicial na composição da existência (...); ser ignorante nas coisas mais mesquinhas e mais usuais - é o que faz da terra, para tanta gente, um prado de desgraça."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Viajante e Sua Sombra

"Que o céu me livre dos diálogos que seguem longamente seu fio e por escrito! Se Platão tivesse sentido menos prazer em tecer esse fio, seus leitores teriam sentido mais prazer em ouvir Platão. Uma conversa que na realidade alegra é, ao ser transcrita e lida, um quadro cujas perspectivas são falsas: tudo é muito longo ou muito curto."


Preguiça? rsrs